Archive for the 'comida para incapazes culinários' Category

22
Jun
09

O clafoutis

A foto que se segue é do clafoutis com as ameixas descaroçadas. O das ameixas inteiras continua no forno, porque foi feito num recipiente maior e mais fundo, e por isso ainda não está no ponto.

Garanto que cheira ainda melhor. Fica muito bom ainda morno com uma bola de gelado de baunilha ou nata, ou frio, sozinho.

clafoutis

clafoutis

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03
Mar
09

Hamburgueres

hamburguerNa mesma linha, aproveito para repescar a rúbrica há muito deixada caír: Comida para incapazes culinários.

Hoje fiz uma coisa  muito rara cá em casa – mas mesmo muito rara – batatas fritas e hambúrgueres. Mas claro que tinham que ser caseiros, que a concessão não vai assim tão longe. Ora aqui fica a receita.

Piquei um bom pedaço de carne de porco do lombelo – relativamente limpa de gordura e tenra –  com uma cebola grande e temperos (pimenta, noz moscada, salsa, alho, sal), tudo ao mesmo tempo no robot de cozinha, até estar relativamente macio e homogéneo.

Pus num prato um bocadinho de pão ralado com alho e salsa. Depois, não podia ser mais fácil: é só formar bolas com a mistura de carne e achatá-las no prato de pao ralado, cobrindo-as dos dois lados.Ficam umas bolachas toscas, mas quanto a mim ficam com um aspecto mais interessante que os de compra.

Optei por fazer 4 hamburgueres bastante altos e grandes para o almoço e 6 pequeninos e mais finos que guardei para comer num pão com os acompanhamentos do costume (alface, tomate, ketchup, pickles, queijo, o que mais gostarem) ao jantar. Claro que os maiores têm que fritar em lume mais brando para cozerem por inteiro sem queimar por fora (como são de carne de porco, não convém que fiquem mal passados), enquanto os pequeninos podem fritar mais depressa.

Servi com batatas fritas (caseiras, nada de pré-fritas) e cornichons.

O namorido, que andava com desejos de hamburgueres ficou satisfeito, e eu sempre fugi ao McDonalds e sei o que estava no meu prato.

Bom apetite!

29
Maio
07

mini-chefs

http://eu.mini-chefs.eu/

Um site sobre os cuidados a ter com a alimentação das crianças para evitar a obesidade. Bem desenhado, de maneira a ser educativo e divertido em simultâneo. Para já está só em inglês.

28
Maio
07

Mais um domingo

com cheiro de inverno.

Um dia assim só pode ser passado de duas maneiras. E perante os condicionantes, sobrou apenas uma: arrumar, limpar, cozinhar e fazer o trabalho que tenho que entregar no espanhol. Fiz um folheto turístico sobre Córdoba que foi engordando até às 22 páginas… e fiquei com saudades daquilo. Estive lá só uma vez, de passagem. Estava um calor insuportável, mas fora isso era lindo. Cheio de história, cheio de rendilhados e trabalhados de pedra, muito árabe, mas também muito europeu, com um cheirinho de multiculturalidade saborosa e pátios frescos com ramadas e comida boa. Tapas e sangria… Joias de prata e azeviche. Saudades de outros tempos. Apetece uma bela escapadinha, que não chega a ser um vá-para-fora-cá-dentro, mas é quase. Fica a sugestão. E quem quiser ir, que me leve na mala, por favor.

Quanto à comidinha:

Em dias frios e chuvosos nada apetece mais do que uma sopa. Fiz uma sopinha com um travo quente, mas muito, muito fácil.

Sopa de espinafres «especial»

Coloquei numa panela um molho de espinafres lavadinhos e partidos em pedaços, duas cebolas aos quartos e um bom bocado de abóbora cortada aos cubos. Cobre-se com água e tempera-se com sal e azeite. Quando os restantes ingredientes estavam quase cozidos, o segredo: uma colher de chá rasa de noz moscada e uma lata das pequenas de feijão-frade cozido (sem o molho, é claro!). É só deixar ferver mais uns minutos e passar tudinho na varinha mágica. O resultado é um creme macio e aromático, óptimo para este frio e para o nariz tapado com que meio mundo parece andar. Quem não quiser saber de dietas pode pôr um fiozinho de natas no prato.

Como prato principal, um dos pratos fáceis que salvam qualquer situação. Também o acho um prato bastante confortável para o frio. É tão fácil que é impossível errar.

Coxinhas de frango com cebola:

Tira-se a pele a coxinhas de frango. Colocam-se num tabuleiro de ir ao forno. Cobrem-se com um pacote de sopa de cebola – sim, isso mesmo, assim em pó, e sem preparar antes a sopa – e rebolam-se um bocadinho para ficarem cobertas por todos os lados. Deita-se por cima um pacote de natas (magras para aliviar a consciência). Leva-se ao forno a 200º até estar bem douradinho (cerca de 50 minutos).

Sim, é mesmo só isto! Servi com o arroz basmati normal e teve sucesso aqui no doce lar… que cheira bem até agora.

17
Maio
07

O jantar de ontem

Finalmente, outra receita. O jantar de ontem foi apreciado e reúne as características necessárias para ser considerado digno da rúbrica «comida para incapazes culinários»

Ora, o jantar de ontem foram espetadas de perú, com caçarola de courgettes e arroz basmati.

espetadas:

Usei aquelas que se compram já feitas nos supermercados. É sempre melhor fazê-las em casa porque se pode inventar, mas as de supermercado também não são más.

Umas horas antes, temperei as espetadas com sal, piri-piri e rosmaninho (pode ser fresco, se tiverem no jardim, senão o seco também serve perfeitamente). Cobri com película e deixei no frigorífico a ganhar sabor durante a tarde.

O arroz basmati foi simplesmente cozido, como já antes expliquei.

caçarola de courgettes:

Peguei em duas courgettes médias, lavei bem, descartei as pontas (ambas) e cortei-as às rodelas fininhas. Pus um bocadinho de azeite numa panela, juntei uma cebola média picada, um bocadinho de pasta de alho* e um tomate maduro cortdo aos cubos. Quando este refogado estava minimamente cozinhado, juntei as courgettes, um bocadinho de água, sal, uma colher de sopa rasa de caril e umas duas colheres de sopa de polpa de tomate (aquela dos pacotinhos). Tapei a panela e coloquei no lume mínimo até as courgettes estarem macias.

As espetadas demoram algum tempo a grelhar. Fiz as minhas no grelhador eléctrico, mas também se podem fazer no forno. É importante não por o grelhador muito forte, para não ficarem esturricadas por fora e cruas por dentro! A temperatura média é ideal. Vira-se de vez em quando, sem estar sempre a mexer (a sério, a comida faz-se sozinha, não precisa de atenção constante) para ficar com as marcas do grelhador. Mesmo antes de servir, espremi o sumo de um limão por cima das espetadas.

E pronto. Simples, não é? E pouco calórico, já agora!

* massa de alho: compra-se nos supermercados e é uma das minhas invenções favoritas. Uma vez aberto conserva-se durante meses no frigorífico. Os ingredientes são apenas alho e sal, esmagados. É uma óptima maneira de não ter que picar alho e consequentemente, não ficar com as mãos mal-cheirosas. Não noto diferença nenhuma em termos de sabor.

03
Maio
07

Comida para incapazes culinários I

1.ª lição – do arroz.

As pessoas têm a mania que fazer arroz é básico. Fazer arroz para acompanhar seja lá o que for é considerado um pré-requisito. As receitas dizem apenas «Acompanhe-se com arroz branco» e já está.

Ora, o arroz é uma arte. E uma das minhas favoritas.

Antes de mais, há que escolher o arroz.

 – Um arroz para cada coisa –

Pessoalmente, adoro arroz malandrinho, seja de verduras, tomate, peixe, marisco, frango ou o que vier ao tacho. Para conseguir um arroz malandrinho, a escolha do arroz deve recaír sobre um carolino. O arroz carolino é de grão curto. Fica mais macio com a cozedura e dá um molho macio ao cozer. Depois o procedimento básico é o seguinte:

1) fazer um refogado com o que se quiser – corta-se em pedacinhos cebola e ou alho. Põe-se um bocadinho de azeite numa panela. Aquece-se a cebola e/ou alho nada mais, nada menos, que até ficar transparente – nada de esturricar a cebola, que fica amarga e faz mal – mexendo com a colher de pau. Nesta altura junta-se o-que-quer-que-seja (legumes, tomate, peixe…) e deixa-se cozer. Pode-se por um bocadinho de água se estiver muito seco.

2 – quando o-que-quer-que-seja estiver meio-cozido (ou seja, meio-duro) junta-se o arroz carolino. Um copo de água cheio de arroz dá para mais ou menos 2/3 pessoas, conforme a fome e o copo. Mexe-se um bocadinho para apanhar bem o sabor.

 3 – Junta-se a água. Para ficar malandrinho a medida é 3 copos de água por cada copo de arroz.

4 – tempera-se com o que apetecer – sal (obrigatório), mas eventualmente louro/salsa/ervas de provença/pimenta… o que vier a calhar com o-que-quer-que-seja.

5 – Coze até estar cozido – o que se descobre facilmente provando. Em geral, cerca de 10 minutos é hora de provar.

6 – Tcharã. Come-se. Rápido: o arroz malandrinho é bom logo depois de preparado. Aquecido perde a piada.

Para o arroz cozido – o mais fácil de todos – recomenda-se o agulha ou basmati.

1. Põe-se muita água numa panela e aquece-se.

2. Quando estiver a ferver, junta-se o arroz (1 copo por 2/3 pessoas) e sal.

3. 10 minutos depois vê-se se está cozido.

4. Escorre-se (com um escorredor, pois claro) e volta-se a por na panela. Junta-se uma nozinha de manteiga (manteiga com alho fica bom, mas pode ser manteiga com sal normalíssima e nada de margarinas). Mexe-se com cuidado o arroz 2 ou 3 vezes para espalhar a manteiga que entretanto se derrete em contacto com o arroz quente.

Este arroz fica SEMPRE solto. Liga bem com pratos que tenham molho. Também é bom para as saladas de arroz.

Depois há o banal arroz com refogado. Para este pode-se usar carolino ou agulha, mas o ideal, para não pegar, é usar um parboiled ou vaporizado.

1) faz-se um refogado (lembrem-se, cebola translúcida) com azeite e cebola e/ou alho e eventualmente mais alguma coisa.

2) junta-se o arroz na quantidade já referida

3) junta-se àgua a ferver, agora 2 copos de água por cada copo de arroz. e tempera-se.

4) tapa-se e põe-se o lume no mínimo.

5) ao fim de 10 minutos, ou quando tiver secado, está bom.

Pronto, até um incapaz culinário consegue fazer arroz se lhe disserem como, em vez de meramente os mandarem acompanhar com arroz branco.




Poeira e letras

Ora, o que eu pretendo, com esta edição renovada do poeira e letras, é continuar a partilhar as minhas reflexões e histórias do quotidiano, descobertas de músicas, sites com interesse ou simplesmente piada e recursos que podem interessar a quem, como eu, anda dedicado à educação. Neste espaço coexistem o pessoal e o público em doses q.b.
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