19
Jul
09

férias em mini-doses

Este ano, não há férias para ninguém. Mesmo sem férias, não sei se ainda vou a tempo de acabar o malfadado doutoramento na data desejada, até porque a minha produtividade anda pelas ruas da amargura (o cansaço não ajuda, o stress também não).
Sou uma adepta dos conselhos do Real Age e recebo a newsletter no meu e-mail. Ora, na última semana, um dos artigos dizia respeito ao abdicar das férias e dos efeitos nocivos dessa prática, o que só contribui para me deixar ainda mais de rastos… Mas curiosamente, ao ler os conselhos acerca de como melhor aproveitar as férias, ainda sorri. Aconselhava uma prática que eu e o namorido temos, sempre que não passamos o fim de semana em casa de pais ou sogros: passear e perder-se de propósito, e depois encontrar o caminho de regresso.
Foi isso mesmo que fizemos ontem. Começámos na senda destas casinhas, a pedido dos meus pais, que podem estar interessados numa. Ora, chegados a Ponte de Lima, não as encontrámos onde esperávamos e foi-nos dito que a fábrica ficava perto de uma pedreira, no meio dos montes. Fomos atrás da tal pedreira, mas quando demos conta, já estávamos mais perto de Paredes de Coura do que de Ponte de Lima. E já que o passeio estava bom… Ficam as casas para outro dia, que agora vamos continuar por estas estradas serpenteantes no meio deste verde Minho. Acabamos por chegar a Paredes de Coura, que só conhecia dos Festivais, passeámos a pé, lanchámos, aproveitámos o sol radioso e a aragem fresca. Até que decidimos retomar a estrada, e fomos parar a Monção, onde nunca tínhamos ido. Repete-se o passeio a pé, perdemo-nos nas ruas antigas e labirínticas, e sorvemos o entardecer num banco de jardim junto à Casa do Curro.
E já que aqui estamos… vamos a España, que assim já podemos dizer que passámos as «férias» no estrangeiro!! E viva España! Nem que seja para atestar o carro de gasolina mais barata e ir atrás dos ingredientes culinários que não encontro facilmente cá (tomate frito, cidra, tarte de santiago, pimentão picante, queijo manchego e grana padano). Mais umas voltas a pé, e já com os pés cansados, regressamos. Desta vez, já não pelas nossas favoritas estradas de montanha, que já anoitecia. Apanhamos a A3 e chegamos a casa num abrir e fechar de olhos.
A única pena foi não termos levado a máquina fotográfica… já que o plano, à partida, não era bem este. Mas chegámos a casa bem dispostos e leves, depois destas mini-férias (que se não aproveito os fins de semana juro que me dá uma coisinha má!).
E hoje… quem sabe se ficamos a sornar em casa ou não vamos descobrir outro cantinho aqui perto…


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Ora, o que eu pretendo, com esta edição renovada do poeira e letras, é continuar a partilhar as minhas reflexões e histórias do quotidiano, descobertas de músicas, sites com interesse ou simplesmente piada e recursos que podem interessar a quem, como eu, anda dedicado à educação. Neste espaço coexistem o pessoal e o público em doses q.b.
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