Arquivo de Dezembro, 2006

30
Dez
06

mau humor… de novo ano.

uma das épocas do ano que me deixa de pior humor, é esta. odeio a passagem de ano. ainda estou à espera de uma passagem de ano assim, mesmo boa e inspiradora. ainda por cima tem um efeito «envelhecedor» que quase rivaliza com o aniversário… muito mau.

este ano, ainda mais, porque foi particularmente complicado e todas aquelas boas intenções com que foi começado, acabaram por se perder na névoa dos dias.

claro que houve coisas boas! claro que houve sucessos (pessoais e profissionais, agora parece ser moda formular assim o voto festivo)! mas aqueles desejos (nunca chegam a 12) que acompanham as malfadadas passas (para piorar a aversão não gosto de passas nem de champagne) ficaram pelo caminho, juntamente com as belas das resoluções de ano novo.

este ano, a primeira resolução de ano novo é não comer o raio das passas. não posso escapar-me e beber o champagne, senão não brindava e isso fica mal. pronto, bebo o champagne. pouco. só um fundo num flute estreito. basta para o efeito.

depois, mal chegue ao porto, já foi referido, ir inscrever-me no ginásio, doa a quem doer. quero chegar ao fim do ano 2007 com resultados concretos dessa resolução, ou desisto para sempre da actividade desportiva!

não gastarei dinheiro nos saldos, em peças que nunca mais vou usar. mesmo que estejam muito baratas. comprarei apenas aquilo de que gosto mesmo.

quando vir sarilhos, correrei a 7 pés para evitá-los, em vez de, como habitual, ir a correr meter-me neles. pensarei duas vezes antes de abrir a boca quando estou mesmo muito irritada. ainda não chega aos pés do budismo zen, mas alguns de nós não nasceram mesmo para ser zen!

não tentarei meter-me em tudo. não é possível fazer tudo ao mesmo tempo.

não terei crises existenciais por tudo e por nada. para tal, vou deixar-me de saudosismos, áuto-críticas excessivas e idealismos galopantes.

vou inscrever-me o doutoramento e comportar-me como uma doutoranda… vou tentar descobrir como deve comportar-se uma doutoranda. depois tentarei comportar-me assim.

vou apreciar mais aquilo que tenho, sobretudo aqueles e aquelas que «tenho» na minha vida.

não vou ficar demasiado desanimada se não for ainda este ano que ganhe o euromilhões e construa a minha escola.

vou tentar manter um mínimo de ordem no meu caos.

e claro, não vou cumprir nada disto e vou simplesmente continuar a ser eu…
e quem quiser e gostar…
que me ature…
…ou tente convencer-me que tenho mesmo que cumprir com os ditames acima mencionados!

e já agora um desafio, a ver se alguém se atreve: e tu, quais são as tuas resoluções (por mais irrealistas que sejam) para 2007? ou então, além do exposto, o que achas que eu deveria acrescentar à lista? a ver se chovem comments, que estou farta de falar para as paredes!
ah, também retirei a limitação a bloggers. agora, qualquer pessoa pode comentar. yay!

26
Dez
06

prendinhas

Este site, além de ter receitas e dicas sobre comida vegetariana, tem ainda muitos links para outros sites congéneres. Pode ser uma boa maneira de desenjoar de alguns excessos do Natal… Eu, pelo menos, ando com saudades de comida vegetariana.

Entretanto, tomei conhecimento do projecto Pandora. Parece-me uma maneira muito interessante de conhecer música nova.

E porque o trabalho também pode ser um prazer, dois blogs relacionados com educação: o anterozoide, onde um professor coloca com uma regularidade surpreendente cartoons sobre o assunto, e a educação do meu umbigo, onde outro professor escreve textos sempre interessantes (salvaguardando sempre que são textos de opinião) sobre o tema.

24
Dez
06

post secret de natal


Já falei do Post Secret no meu defunto blog. Ao contrário de outros vícios, que morreram com o tempo ou foram substituídos (como a minha people’s republic of portucallensis, que também já deve estar extinta) este permanece. Todos os domingos acorro aqui, cheia de vontade de ler a selecção de postais dessa semana. (vejam rápido que para a semana serão substituídos)

Sendo hoje natal… a selecção não podia deixar de ser temática. É curioso como ser-nos dito constantemente que temos a obrigação de estar felizes é um caminho seguro para a depressão. O facto de sermos expostos a um ideal de como deve ser essa felicidade, como deve ser o jantar de natal com a grande família unida e por aí a fora é garantia segura de insatisfação… por isso, o natal é a época do ano com maior incidência de suicídios.

Apesar de tudo, vai havendo sentimentos genuinos que salvam o quadro, e que normalmente nem sequer são aqueles que a publicidade tanto recomenda. Há quem nos aqueça a alma, independentemente da altura do ano. há quem faça o Natal acontecer. Afinal, o Natal é o dia que se convencionou para festejar o nascimento de alguém que veio alterar as leis, substituindo-as por dois mandamentos – ama o próximo como a ti mesmo e a Deus acima de todas as coisas. Ninguém nos avisou é que ia ser tão difícil! Onde há amor há Natal. E o resto são tretas.

23
Dez
06

Olhem só o que encontrei…

Aqui

23
Dez
06

que as imagens falem por si…



22
Dez
06

desporto

considero ponto definidor da minha pessoa a detestação compulsiva e profunda de qualquer tipo de actividade desportiva. é uma longa história, cujas raízes se encontram sem dúvida no berço ou antes mesmo. os desportos colectivos, quer os de equipa, quer os que simplesmente se fazem em grupo (tipo aeróbica, tudo a fazer a mesma coisa ao mesmo tempo), conseguem superar os níveis de detestação dos restantes. também a dança (organizada) entra nesta categoria, mas acresce à detestação básica um ódio suplementar devido a um longo percurso de questões pessoais… tendo em conta a fobia clínica de água e de alturas que apresento, resta muito pouco para apreciar, ainda que moderadamente.

sempre odiei educação física. sempre passei com 3, depois de ter tido 2 no 1.º e no 2.º período, meramente por pressão dos restantes professores. a partir do 10.º ano meti atestado e nunca mais houve educação física para ninguém, o que acarretou melhorias muito significativas na minha qualidade de vida, felicidade e vida social.

o que sempre me valeu foi o facto de contar com um metabolismo invejável, que me permitiu, apesar do meu apreço inversamente proporcional pela comida, ser magra desde a puberdade. sem esforços, sem desporto, sem dietas.

ora, a idade pesa. começa a pesar. o meu peso já não é o que era. e outras preocupações prosaicas, relacionadas com colesterol e futuros níveis de cálcio e afins, já para não falar no pneuzito que se foi inslando paulatinamente à volta da cintura, fazem-me de tempos a tempos sentir peso na consciência devido a tantos anos de total e completo sedentarismo. sobretudo desde que tenho carro, completo mesmo! assim, de tempos a tempos, decido inscrever-me num ginásio.

o processo é invariavelmente o mesmo. encaro o ginásio como se encara um remédio: sabe mal, mas vai fazer bem – tapa o nariz e engole depressa. só consigo suportar a ideia de fazer musculação: nao exige grande coordenação motora, faz-se sozinho e em paz, produz efeitos rápidos com um mínimo de ridículo e saltinhos, mantém-me longe das miudinhas com pompons a combinar com as sapatilhas e com o relógio e com as meias. no início arrasto-me religiosamente. depois começo a aceitar qualquer desculpa para faltar. por fim, chego à conclusão que desisiti.

já há 3 meses que decidi voltar a inscrever-me num ginásio com uma amiga. ainda não pus lá os pés. antes das férias, ela comunicou-me que era sua decisão de ano novo ir para o ginásio e que iria, comigo ou sem migo… ora, tanta determinação surtiu os seus efeitos e garanti-lhe de imediato que teria companhia na sua actividade. hoje, para me obrigar a cumprir a promessa, comprei roupa de desporto. mas roupa de desporto toda xpto! tão xpto que me apetece andar com ela todos os dias! leve e confortável e flattering! senti-me de imediato activa e leve só de a experimentar e tive que ser chamada à realidade para não comprar dois pares de calças iguais. talvez esta fonte de motivação me faça pressistir, desta vez…

mas…
será muito mau prenúncio ter escolhido peças que posso usar também… fora do ginásio?

20
Dez
06

Cheguei

Depois do que pareceram 5 minutos a dormir, seguidos de uma viagem que parecia não ter fim, cheguei ao sul. Há um mito de que estas paragens são amenas, mas o dia não fez jus a essa promessa. Vim, aliás, defraudada pelo mito, com bagagem pouco adequada às temperaturas antárticas que aqui encontrei. Estou debaixo de um edredon nórdico e de um cobertor, com a companhia cálida de um termo-ventilador em forma de ovo, a tentar descongelar. Que ingénua que fui… os mitos nunca se cumprem.
É giro fazer esta viagem agora. Estávamos em contra-senso. Estradas absolutamente desérticas. Rectas infintas, sem viv’alma no horizonte. Quem já fez este percurso no verão não pode deixar de ficar siderado com o contraste. E como é sobejamente reconhecido, isto de ser do contra é uma coisa que me diverte.
Hoje foi um dia de sentido único, que se segue a um dia de extremos. O dia de ontem foi capaz de condensar no seu espaço um pouco daquilo que de melhor e de pior há na vida. Se ontem foi uma montanha russa, hoje foi um lento deslizar pela palnície esvaziada. De alguma forma, tudo isso me parece bem.
As minhas férias começam hoje. Do not disturb.




Poeira e letras

Ora, o que eu pretendo, com esta edição renovada do poeira e letras, é continuar a partilhar as minhas reflexões e histórias do quotidiano, descobertas de músicas, sites com interesse ou simplesmente piada e recursos que podem interessar a quem, como eu, anda dedicado à educação. Neste espaço coexistem o pessoal e o público em doses q.b.
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