Arquivo de Outubro, 2006

29
Out
06

a mula

continuando numa maré de «embarcar» em ideias já conhecidas mas ainda não levadas a cabo, isto é, na senda da moleskine, hoje entrei no maravilhoso mundo da «e-mula».
até agora tinha tido alguns pruridos em relação ao assunto, mas convenci-me. algo me diz que vou gostar e talvez até me vicie. isto apesar de me parecer que a criatura convém mais a quem procura coisas muito comerciais, que têm milhares de potenciais fontes… as coisas menos mainstream e os nacionais estão menos bem representados. mas a cavalo dado não se olha o dente, e suponho que o ditado também valha para as mulas.
e agora que tenho leitor de cd’s no carro preciso de colectâneas home-made com muitos e muitos mp3.

28
Out
06

a minha agenda, a minha agenda, tra-la-la

estes caderninhos lindos e práticos são uma obsessão comum. Ah, ter um caderninho igualzinho ao do Hemingway e ao do Chatwin… que lindo, que bem… se não importasse mais o conteúdo do que as folhas, estaríamos com certeza no melhor dos caminhos…
Já deu para perceber que a minha relação com os moleskines é ambígua. gosto deles. a minha sensibilidade é atraída pelas suas linhas e materiais austeros, pela sua cor, pela textura da sua capa e por aquele hiper-prático envelope/pasta no final para guardar bilhetinhos e talões… gosto do seu papel amarelado e fino, onde apetece escrever a castanho ou azul-petróleo. gosto do seu cheiro. mas até hoje, nunca tinha tido um. resisti sempre. e se resisti até agora terei tido os meus motivos. agora gozo comigo mesma: ahah, gaja, armada em original. já chega. pois é, o problema com os moleskines é mesmo serem uma obsessão tão comum. toda a gente adora moleskines. toda a gente os tem. assim não tem piada. então tenho optado sempre por escolher cadernos menos correspondentes ao perfil típico d’ «o caderno».
Ora, se nunca me rendi aos caderninhos em si, hoje, caí na tentação por uma linda agenda de 2007, que me dediquei a preencher com os números de telefone e as datas especiais. e estou perdida pela minha linda agenda moleskine. não quero saber se há milhões de pessoas igualmente perdidinhas pelas suas agendinhas iguais. nenhuma delas é a minha. e só na minha é que se desenham os meus dias, pelos quais tenho um afecto quase exagerado. confesso.
a minha paixão por agendas tem a ver com esses dias e nasceu, provavelmente, com «a minha agenda». Ainda alguém se lembra? «No Natal, o meu presente eu quero que seja a minha agenda, a minha agenda, tra-la-la» era o jingle. a agenda em si era direccionada a um público infantil. lembro-me de ter recebido uma em Felgueiras, um certo Natal. e adorei-a. a verdade é que a queria, talvez sugestionada pelo já citado jingle. curiosamente nunca usei muito as minhas agendas. aponto nelas os aniversários, os feriados, as datas limites para trabalhos. e normalmente esqueço-me de ir lá confirmar essas datas. às vezes são repositórios de mensagens significativas que não quero apagar e ficam para sempre a marcar aquele dia. mas raramente são usadas como deve ser, até ficarem com os cantos descambados, cheias de notas de muitas cores, riscalhadas e vividas. como devem ser os dias e devem ser as agendas que lhes queiram fazer justiça. acho que guardo essas notas para a margem, para serem vividas e sentidas e nem sempre verbalizadas e anotadas. mas o facto é que o meu coração bate de cada vez que compro uma agenda novinha e nela aponto com carinho os dias de aniversários e afins e penso em todos os dias e todas as oportunidades que aquele ano frequinho poderá trazer. É como o friozinho da página em branco, multiplicado por trezentos e sessenta e picos e com a vantagem de as páginas serem abstracções de dias. dias da minha vida.
aqueles que ocupam o meu coração podem ficar a saber que os seus dias de aniversario já estão marcados na minha primeira agenda moleskine, a azul-petróleo. já planeei dias para eles… ainda que depois me esqueça e lhes dê os parabéns atrasados como acontece quase sempre… já festejei e agradeci pela sua existência… hoje.

26
Out
06

picar o ponto

isto de andar pela blogosfera também cria os seus vícios e as suas expectativas. eu que o diga. sou uma viciada em certos blogs. chamo a essa leitura matinal, substituta do ritual do jornal e do café de tanta gente, a minha ronda dos blogs. ora, nessa ronda, irrita-me tremendamente e é motivo suficiente para apagamento da lista da ronda, que os blogs sejam prevaricadores em termos de frequência de postagem. o comportamentalismo e as leis do reforço explicam isso muito bem. mas depois de ouvir repetidas vezes que «a psicologia deve explicar isso» a minha vontade de explicar seja o que for reduz-se dramaticamente. assim como a minha vontade de ser psicóloga. já não sou. se calhar nem nunca fui. mas isso são outras conversas… e outro post.
tudo isto para dizer que aqui vim apenas para picar este ponto. para deixar um aperitivo que impeça o(s) meu(s) leitor(es) de morrer de inanição de desesperança no meu regresso.
voltarei.
i think…

23
Out
06

coisinhas boas

até esta tarde, a minha vida estava incompleta. não podia conduzir e ouvir música ao mesmo tempo. agora já posso. apetece-me fugir do país por uns tempos, só para poder passar uns dias só a conduzir e a ouvir música.
claro está que não vou fazer isso. mas apetecia-me.
comprei o meu primeiro auto-rádio. e isso contribuiu para a minha felicidade.

está a dar o fabuloso destino de amèlie poulin.

21
Out
06

fonte


E já agora, foi aqui que fui buscar esta imagem linda. tem muito mais. e isto também não é mau! divirtam-se.
Alerta: sentido de humor bizarro.

21
Out
06

mulher-a-dias


Somos todos pessoas-a-dias. A dias sim e a dias não. A dias assim, em que não se pode fazer nada senão lamentar-nos da improdutividade destes dias.

Hoje descobri o Josh Rouse. Já tinha estes cd’s gravados, perdão, já guardava estes backups dos originais que pertencem à minha irmã bem há um ano mas ainda não os tinha ouvido com ouvidos de ver. Ouvem-se bem. Adequam-se a estes dias.

20
Out
06

hipótese

começa a desenhar-se, trémula, a luz que poderá indicar o fundo do túnel…

ou por outras palavras

… com sorte ainda consigo acabar esta merda a tempo!

carago! ou não estivéssemos no Norte.




Poeira e letras

Ora, o que eu pretendo, com esta edição renovada do poeira e letras, é continuar a partilhar as minhas reflexões e histórias do quotidiano, descobertas de músicas, sites com interesse ou simplesmente piada e recursos que podem interessar a quem, como eu, anda dedicado à educação. Neste espaço coexistem o pessoal e o público em doses q.b.
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