Abril é sempre um mês complicado para mim. Porque faço anos em Abril, claro. Abril é o mês negro. Mesmo se o namorado (que durante quase 2 meses vai ser 5 anos mais novo do que eu, o que ainda me parece levemente obsceno… nem posso esperar pelo dia de anos dele em que voltamos aos já costumados 4 anos) me diz continuamente que fazer anos é bom e me dá mil razões válidas e bonitas para isso… custa.
mas este ano, sobrepõe-se à névoa aniversarial o regresso a casa. A uma casa ainda semi-concluída e em pantanas, mas renovada. Estreei hoje o meu forno. Tenho pela primeira vez um forno que realmente funciona e já me artilhei de formas de bolo e pratos de forno para fazer uso dele. Tenho uma casa cheia de coisas novas para estrear. E também cheia de caos. É uma fonte constante de preocupação e trabalho, quer para ir pondo as coisas no sítio, quer porque ha sempre coisas que correm mal, e a lei de murphy é inescapável. E neste caso foi correndo muita coisa mal. E eu tive que estar (e tenho, ainda) sempre em cima dos homens para ver se a coisa não descambava mais. Continuo com um fogão que faz uma chama olímpica, com um tecto falso novo com infiltrações, com grades em falta, etc. E tudo isso tem dado muito que pensar e que fazer. Mas o que importa é que agora estou de volta. E isso soa a novo e a recomeço… e essas são palavras que soam como a mais bela música aos meus ouvidos.
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