tem havido grande afluxo de visitantes a este blog… só porque refere a Carla Bruni (cá está ela de novo) e ela agora anda na moda por via do relacionamento com o Sarcozi.
Arquivo de Janeiro, 2008
frustrante
só para me lamentar um bocadinho
A viagem Braga-Coimbra é um suplício. Isto assalta-me simultaneamente como uma evidência e uma surpresa. É estranho como depois de 5 anos de licenciatura e mais o primeiro do mestrado/trabalho em que vivi em Braga e fui a coimbra de 15 em 15 dias passar o fim de semana não me apercebi do quanto esta viagem é má. Talvez seja a idade a falar mais alto, a exigir outros padrões de conforto, mais conformes à baixa na resistêsncia, talvez seja apenas uma questão de mau hábito (ou bom…. como quiserem).
Ao longo desses 6 anos, a estação e linha até Braga estiveram em obras. A única opção era, assim, ir de camioneta. E eu ia. E mais, ia a pé de minha casa para a estação, de malas e bagagens às costas. E sobrevivia.
Agora, tudo me parece péssimo. Hoje conforntei-me com a indecisão comboio vs camioneta. Em condições normais não teria dúvidas em apanhar um alfa ou inter-cidades e ir descansadinha e confortável. Mas não assim. Ora, os utilizadores de alfa ou IC podem estacionar o carro no parque da estação por um preço reduzido. Era o que fazia sempre, no Porto e era mais confortável e barato que o taxi. Em Braga a possibilidade também existe mas: 1) não há IC 2) só há 3 alfas Braga-Coimbra por dia e o único que chega lá de manhã parte às 6h da manhã 3) se for de regional até ao Porto a horas mais decentes e de lá apanhar um comboio alfa ou IC não tenho desconto no parque.
Perante tanta confusão optei pela camioneta. A coisa começou bem. Tive boleia (Obrigada, obrigada!) e desconto de cartão de estudante (sim, os estudantes de doutoramento também são estudantes – aparentemente esta verdade só não se aplica a serralves). À espera do autocarro um jovem com o cabelo repleto de umas coisinhas brancas suspeitas cola-se mesmo costas-com-costas a mim nos bancos da estação. Passo o resto do dia com comichão psicológica, penteio-me 20 vezes a pente fino e ainda peço apreciação da minha (felizmente inexistente) movimentação e fauna capilar até descansar que não apanhei piolhos. (UUUFFF)
Enfim, e sem mais delongas, a viagem demora 3 horas. 3 horas! Num espaço acanhado e com um odor sui generis. E às quais ainda se seguem as maravilhosas curvas da estrada para a Lousã… ou seja, tive que acordar às 8 para ir almoçar a casa dos meus pais, e ao chegar lá estava com valente dor de cabeça e mau humor. (E vá lá que não estava a dar pimba na rádio… senão teria sido pior).
eu sei que não faz grande sentido fazer estas viagens sozinha de carro… mas a tentação é grande…
efeméride
Hoje, pela primeira vez em 26 anos (a caminhar para os 27, ouch!), mudei uma fralda. E era das más.
Isto merece uma nota. Foi um grande passo na dessensiblização progressiva que tenho feito contra a minha fobia a crianças. Estou em treino intensivo.
caríssimos
se alguém ainda tem paciência de se deslocar a esta humilde casa deve estar por demais enfadado com a minha pessoa.
Pois não é que passou quase um mês desde que pela última vez deixei aqui alguma posta? Não me parece bem! Lamento o sucedido…
Ora… na minha existência extra-bloguística (sim, que eu também tenho uma) tenho andado em grandes confusões. As obras em casa, de que já vinha a falar há eternidades, estão agora em andamento. E isso implica um sem número de chatices. É a escolha de materiais. É andar a correr atrás de materiais… e dar conta de que falta sempre alguma coisa. É ter que sair de casa – graças ao patrocínio de uma boa amiga que me deu asilo político por tempo indeterminado. É ter que andar sempre a ir a casa ver como as coisas vao e evitar que a criatividade dos trabalhadores leve a melhor. Enfim… chatices. E muita perda de tempo.
Por outro lado, estou finalmente a trabalhar com algum gás. Ando a acordar cedo e a trabalhar. Há um resumo aceite para comunicação (com a comunicação a pedir para ser terminada), esboços de um capítulo da tese e muito trabalho para o projecto paralelo. Até finais de Fevereiro, não existo. Hoje, tirei o dia. Andei às compras, tendo solucionado a minha necessidade premente de botas que não fossem bicudas e que tivessem um salto nem alto nem baixo e que não tivessem mariquices e claro, que não me magoem – foi uma vitória! Amanhã regresso ao trabalho.
Hoje, devido à pausa, consegui finalmente visitar meia dúzia dos meus blogs favoritos, que também não têm sido lidos. Soube bem! E ficou provado, existe vida para além da blogosfera.
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