Arquivo de Agosto, 2007

26
Ago
07

Preciso urgentemente

de actualizar a barra lateral de links. Alguns dos meus blogs favoritos, muitos até, «morreram» ou aborreceram-me. Houve grande mortalidade bloguistica mesmo antes do verao. Acho que houve gente que abandonou os seus blogs como quem abandona um animal doméstico antes das férias, porque dá trabalho levar atrás. Claro que o blog sobrevive sem comida nem atenção durante as férias, mas não a vontade. Essa morre. E assim, com um curto post, mata-se o blog. Marco, em especial, a morte da Sociedade Anónima, que tanto me divertiu durante o ano passado.

Por outro lado, sugiram novos favoritos.  Este post é um louvor à minha mais recente adicção bloguística. O blog meditations on meaning é uma delícia. É a melhor coisa que li nos últimos tempos. Tem posts genialmente bem escritos, inspirados na vida normal de várias pessoas, num tom filosófico e inspirador. A escrita é rápida, com algumas gralhas, sente-se o frenesi do autor. A todos os que não se importam de ler em inglês recomendo que leiam estas páginas, que tenho lido tão avidamente e que já me fizeram rir até chorar e chorar de riso.

24
Ago
07

de volta

ao Norte, de volta, ainda tentativamente, mas de volta ao trabalho. Setembro aproxima-se ominosamente, com a promessa de muito trabalho, mas também de novas aventuras e com pilhas recaregadas de fresco. Faz-me lembrar aquele misto de excitação e preguiça que acontecia antes do regresso às aulas todos os anos. A antecipação, a preparação, a primeira olhada aos livros que se iam estudar, a escolha de canetas, cadernos e outros que tais. E claro, um misto de curiosidade e vontade de encontrar os colegas depois de quase 3 meses (tão longos que pareciam na altura, esses meses do tamanho de anos, vazios e à deriva, sem horários, sem tempo) e por outro, a vontade de eternizar ainda mais essa pequena eternidade, adiar um pouco mais o despertador, o corre-corre.

Hoje peguei, depois de muito tempo, na agenda. Não que não tenha havido dias e horas e compromissos marcados nestes estranhos, longos, 3 meses de pausa que tirei este ano. Simplesmente iam sendo poucos, contidos, temporamente restritos. Parecia demasiado fácil lembrar-me de tão pouca coisa, tão insignificante, para o registar nas folhas do moleskine de que já falei aqui. Agora, de repente, com a aproximação de Setembro, senti que os mails com marcações de reuniões se estavam a tornar demasiados para me lembrar de tudo ao mesmo tempo. E assim peguei na agenda, movi a fita que localiza o dia para a frente, folheando apresada o vazio dos meses passados com uma sensação adormecida de culpa. Procurei, então os dias onde fui marcando coisas, e apontei essas mesmas coisas, nesses mesmos dias, nas horas indicadas.

Foi, aliás, para isso mesmo que vim mais cedo para o Porto (outras questões aparte), para me ir ambientando, para ir lendo, para ir preparando o terreno para este ano novo e que vai marcar a abertura de um capítulo novo. Tenho que reinventar uma maneira de me organizar, de trabalhar, de viver, de me definir. Ainda não sei exactamente como isso vai acontecer, mas devagar, foi-se desenvolvendo um conceito vago de quotidiano ao qual posso aspirar. Pelo qual tenho que trabalhar. E que vai, em última análise, redefinir-me. Parece muito um regresso à escola. A escola é aliás uma constante e um fio condutor do tempo, marcador de etapas, organizador da vida, ao longo de todo o meu percurso. Desde que entrei nessa instituição, nunca mais saí, nunca fiz uma pausa, de um ciclo para o outro, para a universidade, para o mestrado, para o doutoramento. Porque não havia, então, de um regresso à vida assemelhar-se a um regresso à escola?

18
Ago
07

Estou em recta final de ‘férias’

Daqui a 2, 3 dias regresso a casa e começo a arrumar a loja e a trabalhar. E o melhor e mais incrível é… que me apetece fazer isso mesmo.

18
Ago
07

Não, a sério…

alguém me ajuda a classificar isto... é que eu ainda não consegui…

E o que é que se passa com as calças de lycra e lantejoulas? Metade das bandas em Paredes de Coura (mesmo aquelas de que eu gosto!) actuaram nesses trajes… Será que não aprendemos mesmo nada com os erros do passado? Teremos mesmo que resssuscitar tudo o que foi feito nos anos 80/90?

Recuso-me a usar calças de lycra com lantejoulas, nem que volte a ser a moda mais indispensável. Tenho dito.

17
Ago
07

Bem…

o que dizer de Paredes de Coura 2007…

Posso dizer que não começou lindamente… dia 13 foi muito estranho. Não bastando o facto de o vidro do meu carro ter avariado à chegada, os concertos foram uma desilusão, à excepção de Blasted Mechanism, que foi bom… tal como de todas as outras vezes que já os tinha visto. Não surpreenderam, portanto. Mas enfim, foi um bom concerto. Não tenho palavras para descrever M.I.A. e até hoje não encontro facto que justifique a sua inclusao no cartaz e muito menos a sua posição no alinhamento. E sejamos francos, os babyshambles… foram… breves.

Dia 14 o cenário melhorou muito. Desde logo havia muito mais público, e um público bem mais animado. Spoon estiveram bem. Gogol Bordelo foi uma surpresa e electrizou toda a gente. A chuva, já se sabe, complicou um tanto as coisas e acabei por não ficar para Dinossaur Jr. Mão Morta foi muito, muito bom.

Por fim, las but never least, dia 15 foi a apoteose. Fomos mais tarde para poupar as baterias já cansadas até ao final. Estava à espera de um bom concerto das Cansei de ser sexi, mas foi mesmo óptimo. Muito divertido, muita interacção com o público, que foi facilitada pela língua em comum. Para terminar Sonic Youth, que é um daqueles mitos que não gostava de morrer sem ter visto ao vivo e que não desiludiram. Além do mais, foi o dia melhor atmosfericamente falando, o que também ajudou a moral.

No geral, o festival foi médio. Não houve grandes revelações, à excepção de Gogol Bordelo, nem grandes desilusões. O público esteve sempre muito bem, sem nenhuns problemas e muito na paz, muito heterogéneo, com gente de todos os estilos e idades, o que fica sempre bem. Tirando a manifesta falta de estacionamentos (optámos por pagar 15€ a um local para poder estacionar no quintal do mecânico que me ‘arranjou’ o vidro, durante os 3 dias), a organização não teve problemas. Sentiu-se a falta de alguma animação alternativa (tendinhas com diversos estilos de música, por exemplo) o que tornava os espaços entre os concertos – ou porque não, os concertos que não nos interessavam – bastante mortos. Se fosse o MRS dava-lhe nota 14 – passa com uma nota jeitosinha, mas sem distinção. Para o ano há mais. Vejamos o que nos reserva.

11
Ago
07

Estou no Porto

A primeira, ou vá lá, segunda coisa que me dizem é: não estás preta. Pois, eu sei. Eu nunca fico preta. Mas consegui a grandes penas trocar o habitual tom cor-de-rosa-porquinho por um mais saudável alarajado-dourado, que é o melhor que se arranja. Até ficou um alaranjado relativamente escuro! Mas dizem-me de caras que estou branca. Pois, eu sei que sou branca. Mas foi exactamente por aqui que começamos. Resquicios dos meus tempos de loura que não me largam. A melanina teima em não se me colar à pele, mesmo que os químicos me escureçam o cabelo…

Nos últimos anos, mais uma vez, a duras penas… consegui entrar em relativa paz com a minha cor de pele. É clara, pois é. Mas tem direito à vida como as outras cores todas. E até não é feia de todo. Mas quando me dou ao trabalho de passar horas e dias (dias e dias, porque de manhã dorme-se e antes das 17 é suicídio para alguém como eu apanhar sol, nem que seja com factor 50) ao sol, ao vento, ao sal… a cuidar de forma quase obsessiva do meu cabelo para que não retorne à sua cor habitual veranzeira de um  loiro relativamente claro e seco, tudo isto para alaranjar e dourar um bocadinho, o menos que se espera é a delicadeza de não se referir o facto, ou pelo menos, como também já ouvi, não estás morena, mas estás com uma cor bonita…  E há as habituais perguntas: – este ano não foste à praia? – Sim, 3 semanas no algarve… – Cara de estupefacção.

É  triste… Tenho que fundar um grupo de auto-ajuda para os melanino-privados. Começaria assim: Olá, eu chamo-me *** e não bronzeio mais que isto.  – Coro: «Olá ****».

E por hoje é tudo.

11
Ago
07

Plano do dia

Lousã – Porto – Braga – Paredes de Coura.

Aqui vou eu :)

09
Ago
07

Hoje perdi miseravelmente

estivemos a jogar canasta cá em casa. Para quem não souber, é um jogo de cartas, menos conhecido do que outros, como o poker ou o kames, mas que é de alguma forma o jogo que se joga na minha família. Normalmente nas vésperas de natal. É relativamente complexo.

Subitamente, já não sei qual dos meus irmãos descobriu que já não sabia jogar canasta. Esta foi sendo paulatinamente substituída pelo Uno, por ser mais simples. Juntámo-nos 4 à mesa. Eu estava convencidinha que não precisava de explicações e que ainda sabia jogar, mas a verdade é que já nem me lembrava do objectivo do jogo. Explicaram-me. Mas a sorte de principiante não se deixou enganar e lembrou-se que eu já não era principiante, que já tinha jogado aquele jogo muitas vezes… e como tal, virou-me as costas. Totalmente. Só fiz pontos numa mão, fui ao buraco todas as outras vezes, o que significa que tive sempre pontuação negativa. Durante todo o jogo. Estava a tornar-se humilhante, mesmo.

Decididamente não vou gastar 2€ a jogar no euromilhoes, esta semana… mas ainda assim, fiquei contente. Eu normalmente ganho tudo. Pode ser que a minha sorte esteja a mudar…

Anda-me a apetecer fazer uma nova fotoreportagem lousanense. Talvez amanhã pegue na máquina e vá passear.

De qualquer forma hoje estou de muito bom humor. Chamem-lhe bom perder.

08
Ago
07

Com atraso, mas sempre a tempo

3077a1.jpg

06
Ago
07

Agora que conhecem o tornozelo

podem conhecer também o resto… em versão simpsonizada.

Acho que não me favorece muito…

Ide ao zuminho, na minha lista lateral para encontrarem o link que vos permite auto-retratar-se assim.

your_image.png

06
Ago
07

Estive lá

mas desisti de levar a máquina fotográfica…

(foi bom)

Teresa Salgueiro e Lusitânia Ensemble (Lagos)

A voz que encantou o mundo com os Madredeus conta agora a história de uma sereia. “La Serena” é o nome do novo espectáculo de Teresa Salgueiro. Será apresentado em Lagos, no dia 4 de Agosto.

O grupo que acompanha a diva da música portuguesa nesta viagem é o Lusitânia Emsemble. Fundado pelo violinista Jorge Varrecoso, é formado por António Figueiredo (violino), Ventzislav Grigorov (viola), Luís Claude (violoncelo), Duncan Fox (contrabaixo e piano) e Ruca (percussão).A viagem parte da Península Ibérica e visita música de latitudes e épocas diversas, de África ao Brasil, passando por Itália e França.

O nome de Teresa Salgueiro esteve sempre – e continua – ligado aos Madredeus. Esta nova aventura não deve ser, por isso, confundida com uma separação do grupo. Aliás, a cantora já emprestou a sua voz a vários outros projectos. Em 2005, lançou o álbum “Obrigado”, uma colecção de momentos recolhidos de colaborações com outros músicos de renome, como Carlos Nuñez, José Carreras, Zeca Baleiro ou os próprios Madredeus.

S.Pe. (PUBLICO.PT)

http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=179177

E foi mesmo antes da aventura de regresso ao Norte!

06
Ago
07

Your ghost

Kristin Hersh (com Michael Stype)

If I walk down this hallway
Tonight it's too quiet
So I head through the dark
And call you on the phone
Push your old numbers
And let your house ring
Till I wake a ghost

Let him walk down your hallway
It's not this quiet
Slide down your receiver
Sprint across the wire
Follow my number
Slide into my hand

It's the blaze across my nightgown
It's the phone's ring

I think last night
You were driving circles around me
I think last night
You were driving circles around me
I think last night
You were driving circles around me

I can't drink this coffee
Till I put you in my closet
Let him shoot me down
Let him call me off
I take it from his whisper
You're not that tough

It's the blaze across my nightgown
It's the phone's ring

I think last night (You were here last night)
You were driving circles around me
I think last night (You were here last night)
You were driving circles around me
I think last night (You were here last night)
You were driving circles around me
I think last night (You were here last night)
You were driving circles around me

Está no cd que deixei no carro que deixei em casa… e hoje anda-me a perseguir.

05
Ago
07

Aqui vai o resultado

p1000534.jpg

A Emily e os seus 4 gatinhos no meu tornozelo, antes mesmo de a tinta secar. (A gata preta e branca por detrás é da minha irmã)

Hoje já me encontro em terras serranas de novo… depois de ontem(hoje) ter passado a noite com a minha irmã a conduzir em direcção ao Norte.  Estou cansada!




Poeira e letras

Ora, o que eu pretendo, com esta edição renovada do poeira e letras, é continuar a partilhar as minhas reflexões e histórias do quotidiano, descobertas de músicas, sites com interesse ou simplesmente piada e recursos que podem interessar a quem, como eu, anda dedicado à educação. Neste espaço coexistem o pessoal e o público em doses q.b.

 

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