Arquivo de Fevereiro, 2007

25
Fev
07

olha 1001!

visitantes, é claro. É muita coisa, para um blog que se mudou para cá há pouco tempo, sem publicidade nem alardes. Mais ainda para um blog essencialmente pessoal. Obrigada a todos os que aqui me têm visitado e sobretudo às almas caridosas que deixam comentários, fazendo desta casa um lugar de diálogo. Fico feliz por saber que se interessam pelas coisas dispersas que vou coleccionando.

Isto já parece um discurso dos óscares… mas isso é só amanhã. Não me levem a mal a lamechisse.

24
Fev
07

Forgetfulness

 

Maravilhas do youtube. Adorei o poema.

24
Fev
07

a luz apagada é um convite a fechar a porta e aproveitar a escuridão. em posição fetal corre melhor, imóvel. enquanto lá fora alheio, o mundo se move e se enfurece mais.

24
Fev
07

esta música

não me tem saído da cabeça…

Depeche mode, Only when I lose myself.  

 

22
Fev
07

Este foi um dia produtivo

que, aliás, é uma coisa que já não me lembrava de ter há um tempito… mas ao mesmo tempo, um dia bom.

Um dia bonito, agradável, em que o sorriso não se desmanchou nem perante a falha da bateria. Li dois excelentes artigos e comecei a ler um excelente livro, que começaram a dissipar as brumas mentais e a substituí-las por uma visão minimamente organizada. Estou a ter ideias, yupii.

Não bastando isso, continuei a dedicar-me ao laborioso processo de organizar os meus cd’s, que embora longe de terminado, me deu o gozo de um sucesso intercalar. E como não podia deixar de ser, esta inspiração toda prolongou-se música adentro, e estive a ler na companhia da Katie Melua e dos Belle and Sebastian. Música suave, para um dia assim.

Retomando a minha teoria prévia…  Também tem que haver dias sim. O que uma pausa de 5 dias faz a uma pessoa! 

22
Fev
07

Nick

 

Perante a sugestão do José (vide caixas de comentários) e a minha inegável predilecção pessoal deixo-vos a minha música favorita do Nick Cave.

Pertence a um estreito leque de canções que conseguem ser lindas e cheias de sentimento sem se tornarem «sentimentais» e pindéricas. Tenho que vos deixar a letra, é daquelas que nos fazem desejar tê-la escrito. Genial.

 

“Into My Arms”

I don’t believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I don’t believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that’s true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candlew burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

Isto, senhores, é amor.

21
Fev
07

lindo

ontem. alguém veio ter a esta casa empoeirada pesquisando: teorias da distorção temporal. deve ter ficado desiludido.

21
Fev
07

De regresso

Voltei…

Até já tinha saudades de vir trabalhar! Juro! Volto também recuperada da pausa para «obras» do fim de semana prolongado.

Hoje, a consequência lógica de ter deixado a luz interna do carro ligada durante 2 dias… o carro ficou sem bateria e recusou-se a pegar de manhã. O que me valeu foi a simpatia do dono do café que existe por baixo de minha casa. E agora vamos ver se consigo ir para casa ao fim do dia…

19
Fev
07

Canções

The hunchback of San Francisco

 

Forgiveness

 

Travelling

18
Fev
07

Coisas giras

Animação analógica :)  

 

 

 

 

17
Fev
07

Atenção

A gerência antecipa ausência prolongada durante o fim-de-semana que se avizinha. Motivo: estamos fechados para obras.

Agradecemos a vossa compreensão.

P.S:A qualquer momento, poderá haver desenvolvimentos inesperados nessas obras, que acarretem uma quebra do silêncio.

16
Fev
07

E não é que alivia mesmo?

15
Fev
07

Da Fnac

Há uns tempos, tornou-se popular (entre os amigos, claro) uma das minhas teorias obtusas.

Tem a ver, precisamente, com a Fnac e as relações.

Dizia eu, armada em conselheira sentimental  – coisa que faço de vez em quando, com resultados esteticamente curiosos mas eticamente dúbios – a jovem em situação de encalhanço: andas as procurar nos sítios errados. Ele nomeou, como potenciais sítios para conhecer pessoas: os chats, os ginásios e os bares. Claramente, são 3 péssimos sítios. Nem me parece valer a pena explicar porque me parecem péssimos sítios, mas cá vais: nos chats só se encontram desesperados e nunca se sabe com quem se está a falar. A possibilidade de se trocar mimos por escrito com um psicopata, do sexo oposto áquele que apregoa e com dois ou três problemas graves, é enorme. Nos ginásios conhecem-se… frequentadores de ginásios. Que são, na sua esmagadora maioria, pertencentes a duas classes de indesejáveis: os obcecados pelo físico e apaixonados pelo seu próprio reflexo que só falam em coisas profundamente desinteressantes, e os infelizes e barrigudos sem auto-estima. Por fim, os bares, onde se podem conhecer desesperados que bebem.

Apresentei-lhe, em alternativa, os supermercados e a Fnac, sendo a Fnac, na minha opinião, a melhor aposta. Os supermercados permitem fazer uma análise sociométrica do potencial pretendido só de olhar para o carrinho. Os solteiros, regra geral, levam muitos congelados. A elegibilidade do solteiro será depois definida pelos restantes produtos no carrinho. Por exemplo, congelados e fraldas fazem um péssimo conjunto. A Fnac (ou outra livraria/discoteca, que infelizmente não sou sócia da marca) é perfeita, porque não só permite fazer uma análise dos interesses do sujeito, na continuação do post roubado ao Lourenço Bray, como ainda nos dá um bom tema para início de conversa.

Duas estratégias:

localizado potencial alvo, suficientemente bem apessoado e sem cara de pai de família, presta-se discretamente atenção às suas escolhas. Pega em Margarida Rebelo Pinto. Foge-se rapidamente, tapando o rosto para não correr o risco de se ser associado à criatura.

Outra possibilidade é andar por perto de escolhas-chave e ver quem lhes pega: aproxima-se criatura potencialmente interessante da secção de música alternativa. Pega em duas ou três coisas que provam que só pode ser uma pessoa fascinante (isto é, com os mesmos gostos que nós)… de preferência alguma coisa menos conhecida, que não dê margem para dúvidas de que é uma pessoa verdadeiramente especial, pertencente ao grupo dos eleitos. Pega-se estrategicamente em conjunto compatível mas diferente de escolhas e oferece-se ou pede-se sugestão pertinente. E pronto, you live happily ever after. The same goes for books and movies.

É claro que alguém com bom gosto pode ainda ser um psicopata, mas pelo menos tem algumas qualidades comprovadas!

14
Fev
07

Post roubado

Ao Lourenço Bray, do nascer do sol.

Não o poderia ter dito melhor, por isso faço minhas as suas palavras, com as necessárias mudanças de género:

«Os gostos culturais são altamente subvalorizados nas relações. Acaba-se a fase da paixão ai ai ai tou tão apaixonado e parvo, e sobra o quê?
Tempo. Tempo livre. Tempo a dois com outra pessoa. Podem ficar em casa, na cama, numa primeira fase.

Mas com o tempo, vão ter de resolver o delicado problema de se aturarem um ao outro nos intervalos dos beijinhos. Não é fácil.

Num namoro, em que só se vêem de vez em quando (quando lhes apetece), o problema pode ser facilmente contornado com a ajuda de amigos do tempo da universidade, que continuam a fazer a mesma coisa deprimente, mas com mais barriga, como saídas à noite, futebol, snooker e criação artística musical ou literária.

Num casamento ou numa vida a dois na mesma casa, não dá. Eu também já fui criança e pensei assim: «ah, isso dos gostos é tanga, o que conta é a beleza interior, e não os filmes que ela quer ver».

Até apanhar a minha primeira namorada com gostos próprios bem definidos e irredutíveis. E que envolviam filmes melodramáticos com o Kevin Costner ou o Richard Gere. E foi o inferno.

Quando acabei com ela, diziam-me «o que é que isso tem a ver Lourenço! O que é que o gosto nos filmes tem a ver?». Claro que quem me perguntava isto eram invariavelmente pessoas sem bom gosto, da mesma forma que são sempre os feios que elogiam a beleza interior dos feios.

As pessoas são aquilo que vemos: as suas escolhas na Fnac.

Eu tenho algumas bandas, livros e filmes decisivos. Por exemplo, miúda que não goste de sonic youth «porque é barulhento», risca. Se ela julga que uma coisa para ser boa tem de ser «agradável» e «bonitinha», então não está preparada para a velhice. Se não gosta de David Lynch «porque não se percebe nada da história», como é que ela vai achar piada às nossas decisões na vida? Se não consegue perceber porque o ET ou os Salteadores da Arca Perdida são obras primas, é bem provável que deposite os futuros rebentos nas mãos do imaginário da catequese , ou pior, da Disney! Se não percebe o prazer masoquista de um bom anhanço do Bergman, nunca vai achar piada às nossas próprias depressões.

Sem isto, nem percebo a piada de um namoro. Miúda que não venha com a sua própria discografia/biblioteca/dvd’teca, é uma miúda sem valor. Antigamente, o dote das mulheres era feito de terras, ouro, casas e posições sociais. Agora o dote são os discos, filmes, e livros; são os seus bens mais preciosos.
Fica aqui o aviso à geração mp3 e mpeg.»

12
Fev
07

Esta é mais uma daquelas semanas

em que é um crime perder o Post Secret.

12
Fev
07

Continuação da saga

No amor-e-ócio surgiram mais dois intressantes posts sobre a história da educação no estado-novo (concursos 4 e 5).

12
Fev
07

Aborto

Finalmente, um post sobre o aborto.

Vou apenas deixar aqui uma preocupação com este dia seguinte, metaforicamente falando. É sempre mais exigente, a manhã seguinte.

Tivemos um «sim». Resta saber o que vamos fazer com ele. Este governo, este parlamento e todos nós. E sobretudo qual vai ser o papel desta sociedade civil que se mobilizou, de um lado e do outro, o que vai ser das promessas de aconselhamento e períodos de reflexão, como vai ser feita a tal articulação público/privado… e tantas outras questões, que neste caso não me parecem de todo pormenores.

Refiro-me também a algo de que, me parece, não se falou o suficiente durante a campanha. As medidas a montante do aborto. Independentemente de este ser legal ou não, parece-me haver um consenso generalizado na sociedade quanto ao facto de que um aborto não é um fim desejado. Será, talvez, um mal-menor, mas nunca um bem. Se assim é, parece-me fundamental, com o sim, como com o nao, apostar e investir seriamente em prevenir. Quer através da sempre mal-tratada e tantas vezes mal amada educação sexual – sobre a qual não me delongo, pois sou parte interessada – mas que me parece ser um dos pilares essenciais para evitar que as mulheres tenham que chegar até à situação de recorrer a um aborto; quer através de uma reflexão profunda sobre o sistema de segurança social e apoios à parentalidade; quer ainda através de uma agilização real e uma alteração do sistema de adopção.

Com medidas concretas, reais e eficazes nestes três campos, quer me parecer que o aborto se tornaria uma realidade muito mais pontual e esporádica, a contentamento dos defensores, quer do sim, quer do não. E se este é de facto, como pareceu ser nas últimas semanas, um assunto que empenha e preocupa a generalidade dos portugueses, julgo que é impossível descansar à sombra deste sim, tornando-se tanto como sempre foi, fundamental apostar e investir para que o aborto seja, tanto quanto possível, um recurso extremo e raro.

Uma palavra também, para recordar a mais que sabida apatia de mais de metade do eleitorado português. Os que não foram votar. Os que fazem com que um dia de chuva seja de mau agoiro para a afluência às urnas. Ok, houve uma afluência melhor. Congratulo-me por isso. Mas houve ainda assim uma abstenção maioritária. Penso que nesta, como em todas as eleições em que este fenómeno se tem verificado em maior ou menor grau (sempre demasiado grande), caberia haver, no dia-seguinte, uma reflexão sobre o motivo que tem levado o eleitorado português a demitir-se desse seu direito e dever cívico. O que leva os portugueses a não considerar importante ir votar. E que consequências daí se devem ou podem retirar. Não votaremos, como ouvi ontem, porque há uma confiança nas instituições tão grande, que leva os cidadãos a delegar sobre os outros a sua decisão, confiando que farão a escolha acertada, ou pelo contrário, há uma falta de confiança tão grande nas instituições que os cidadãos sentem que não lhes são dadas verdadeiras opções? O que podemos fazer, enquanto sociedade, para mobilizar e fazer melhor uso da possibilidade que nos é dada de exprimir as nossas escolhas e vincular o poder a essas mesmas escolhas colectivas – que quanto a mim, é uma das maiores conquistas dos últimos tempos.

11
Fev
07

Recursos

Podem verficar que deixei no blogroll uma série de recursos para aprender espanhol como língua estrangeira.

09
Fev
07

Porque é que ainda não tinha ouvido falar disto?

Governo reduz funções nucleares do Estado à defesa, segurança e diplomacia

Manuel Esteves

O Governo levantou ontem o véu sobre o que entende serem as funções nucleares do Estado durante as negociações com os sindicatos da função pública: a defesa e segurança, a magistratura e a diplomacia. E porque é isto tão importante na negociação sobre o sistema de carreiras? Porque só no exercício das ditas funções nucleares do Estado é que o Ministério das Finanças admite manter o vínculo por nomeação definitiva, que hoje se aplica a 80% dos funcionários públicos.Por outro lado, ao estreitar este núcleo duro, o Governo está a dar um sinal político sobre o que considera ser as funções exclusivas do Estado. Isto é, as que não podem ser desempenhadas por privados.Se o Governo mantiver esta posição, as futuras admissões na função pública só serão “vitalícias” para os que vierem a ocupar o cargo de oficiais das Forças Armadas (os soldados ficam de fora); de polícias, guardas e investigadores; de magistrados (deixando de fora os restantes funcionários da Justiça); e de diplomatas (trabalhadores dos consulados e embaixadas não são abrangidos). Para os trabalhadores das restantes áreas, onde se destacam a Saúde, a Educação e a Justiça, todas as admissões far-se-ão por via do contrato individual de trabalho, tal como acontece no sector privado.

A discussão em torno das funções nucleares do Estado é eminentemente política. A Constituição deixa margem para várias interpretações e nada há predefinido que vá além da doutrina, ou seja, da opinião. Os liberais inclinam-se para um Estado menos interveniente, onde as funções nucleares são menos abrangentes, enquanto os sociais-democratas recusam excluir a Educação, a Saúde, a Justiça ou a Segurança Social deste núcleo duro. A questão está agora em saber para que lado se inclinará José Sócrates.

O que sucede aos actuais funcionários?

A discussão em torno das funções nucleares do Estado serve para definir o tipo de vínculo contratual que se vai aplicar aos trabalhadores que venham a ser admitidos no futuro. Mas o que acontece aos actuais funcionários públicos que estão fora das funções nucleares? Essa é a pergunta que os sindicatos insistem em colocar, mas cuja resposta o Governo insiste em adiar.

Segundo a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, o secretário de Estado da Administração Pública remeteu a abordagem deste tema para a segunda fase das negociações, relativas ao regime de transição entre o actual sistema e o futuro, o que deverá acontecer apenas em Março.

Porém, ao associar a discussão do vínculo dos actuais funcionários ao período de transição, João Figueiredo estará a reconhecer que vai de facto mexer nos contratos actuais, defende esta dirigente sindical. Mais prudente, Nobre dos Santos manifestou, contudo, um entendimento diferente das palavras do secretário de Estado. O líder da Fesap está convencido de que o regime de nomeação definitiva é para manter no futuro, mesmo quando houver mudança de funções por parte dos actuais funcionários. Quanto ao STE, o DN não conseguiu obter, até ao fecho da edição, um comentário sobre esta questão concreta.

Especulações à parte, o certo é que, quando questionado pelos jornalistas, João Figueiredo tem evitado comprometer-se a este respeito, deixando em aberto todas as soluções para os contratos dos actuais funcionários públicos.

Fonte: http://dn.sapo.pt/2007/02/09/economia/governo_reduz_funcoes_nucleares_esta.html

08
Fev
07

Guimarães

Não sei o que se passa com Guimarães para ser berço de tantas coisas interessantes…

Calma, eu adoro Guimarães! Estou só a dizer que além dos óbvios atributos que a caracterizam, tem ainda um conteúdo humano e cultural que a honra.

Um blog sobre Guimarães, por uma perspectiva nova.




Poeira e letras

Ora, o que eu pretendo, com esta edição renovada do poeira e letras, é continuar a partilhar as minhas reflexões e histórias do quotidiano, descobertas de músicas, sites com interesse ou simplesmente piada e recursos que podem interessar a quem, como eu, anda dedicado à educação. Neste espaço coexistem o pessoal e o público em doses q.b.

 

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